Outubro Rosa: 6 dicas para prevenir o câncer de mama

O Outubro Rosa é, talvez, uma dos recursos mais importantes que o país tem para trazer mais conscientização e informação básica a toda a sociedade sobre o câncer de mama. Afinal, essa é uma das condições que mais acometem mulheres no mundo inteiro. Para se ter ideia, só no Brasil estima-se uma taxa de 60.000 novos diagnósticos a cada triênio (incluindo 2020/2022).  

A boa notícia é que, por meio de ações como esta, é possível trabalharmos com cenários mais otimistas com relação a essa doença, especialmente quando a pessoa sabe o que precisa fazer para preveni-la e, claro, detectá-la precocemente. 

Pensando nisso, trouxemos 6 dicas de como “se proteger” ao máximo do desenvolvimento dessa condição no seu organismo (aliás, o uso das aspas será explicado já já). Vamos lá?

Afinal: é possível prevenir o câncer de mama?

Necessariamente, não. Ocorre que a causa específica para o câncer de mama ainda é desconhecida. Porém, diversos estudos e pesquisas sugerem que existem alguns fatores de risco que podem aumentar as chances do desenvolvimento dessa doença. Então, a lógica básica, aqui, é a seguinte: atente-se a eles e faça o que tiver ao seu alcance para evitá-los. 

Para entender melhor o que estamos falando, fique de olho nas seguintes dicas:

1. Verifique o histórico de doenças da sua família

Um dos maiores fatores de risco para o câncer de mama é ter casos dessa doença na sua família, especialmente quando eles acometem pessoas que são mais próximas de você (mãe, avó, irmã, bisavó, primas, tias etc).

O motivo por trás disso é o fato de que a alteração genética responsável por essa condição (mais especificamente, nos genes BRCA1 ou BRCA2) pode ser passada de geração para geração. 

Sendo assim, o primeiro passo é fazer uma espécie de “varredura” entre os seus entes queridos e descobrir toda a sua predisposição não só para o tumor nos seios, mas qualquer outra doença que seja “herdável”.

2. Evite as pílulas anticoncepcionais (especialmente após os 35 anos)

As pílulas anticoncepcionais são um assunto controverso quando o assunto é câncer de mama. Afinal, quanto mais tempo a pessoa faz o uso destas, maiores serão as chances de que ela desenvolva essa doença. No entanto, não podemos esquecer que elas são essenciais para reduzir os riscos para doenças como câncer de cólon, ovário e útero – e sem mencionar o fato de que elas previnem uma gravidez indesejada. 

A sugestão aqui é, então, evitar o tratamento com esse tipo de recurso, procurando por outros métodos contraceptivos (especialmente se houver casos de câncer de mama na família) e, a partir dos 30 anos, recorrer a ele apenas em último caso.

3. Evite o tratamento de reposição hormonal a longo prazo

Esse tipo de recurso para amenizar os efeitos da menopausa não devem ser usados por muito tempo. Afinal, eles podem aumentar as concentrações de progesterona e estrogênio no corpo, dois hormônios que não só aumentam os riscos para o câncer de mama, como também podem acelerar o crescimento do tumor.

4. Não se esqueça de manter os exames em dia

Para a maioria das mulheres, as mamografias regulares devem ser iniciadas a partir dos 40 anos, respeitando o prazo de um ano entre elas. Além disso, não se esqueça de fazer o autoexame desde cedo para notar alguma alteração suspeita nas mamas o mais cedo possível e, claro, visitar o(a) mastologia para repetir os check-ups. 

Em alguns casos, exames adicionais podem ser pedidos para manter o controle da saúde da paciente. Entre eles, os mais comuns são a ultrassonografia e a ressonância magnética.

5. Saiba quais são os principais fatores de risco para o câncer de mama

Eles incluem:

  • ter idade mais avançada (especialmente 50 anos ou mais);
  • ter histórico familiar de câncer de mama;
  • ter a primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • passar pela menopausa aos 55 anos (ou mais);
  • ter o primeiro parto com 35 anos (ou mais);
  • não ter filhos;
  • ter os seios densos.

6. E, por fim: manter um estilo de vida saudável

Esse último tópico chega a ser óbvio, porém, vale a pena reforçá-lo. Manter um estilo de vida saudável faz com que o organismo funcione da melhor forma possível, respeitando as necessidades de cada órgão. Isso, no fim das contas, não só ajuda a prevenir ao máximo o câncer de mama, como qualquer outra doença do mundo. 

Vale ressaltar que, para tudo na vida, existem as exceções. No entanto, quando trabalhamos a favor das estatísticas, a tendência é que essa atitude seja uma excelente escolha. Além disso, não se esqueça de que quanto mais forte o corpo for, mais fácil tende a ser o tratamento para qualquer condição.

Sendo assim, procure:

  • praticar exercícios físicos regulares;
  • manter o peso ideal para o seu tipo físico;
  • alimentar-se bem (ou seja, dar preferência a refeições naturais, diversificadas e saudáveis, ricas em nutrientes, gorduras boas, proteínas magras e carboidratos complexos);
  • evite o consumo excessivo de álcool;
  • pare de fumar.