Constipação: principais causas e como lidar com ela

A constipação é, basicamente, uma condição caracterizada pela redução do número de evacuações por semana (menos de três vezes). 

Porém, vale ressaltar que a frequência de idas ao banheiro pode variar muito de pessoa para pessoa. 

Existem casos em que o paciente evacua várias vezes ao dia, enquanto outros só fazem isso dia sim e dia não. 

Contudo, uma coisa é certa: a prisão de ventre consiste em um conjunto de características que vão além da demora para ir ao banheiro. São algumas delas: 

  • Fezes secas e duras;
  • Evacuação dolorosa;
  • Sensação de que os intestinos não foram completamente esvaziados. 

Sendo assim, preparamos um artigo com tudo o que você precisa saber sobre a constipação intestinal, desde suas causas até os tratamentos. Vamos lá?

O básico sobre o processo da constipação 

Quando nos alimentamos, a comida passa por todo um processo de digestão que começa na boca e termina no intestino. Durante esse caminho, seus nutrientes são absorvidos, assim como a água. O que sobra disso tudo é o que chamamos de fezes que, no final de todo o processo, são expulsas do corpo. 

A constipação acontece, então, quando o cólon (maior porção do intestino grosso) absorve muita água desses resíduos (fezes), principalmente quando eles demoram mais tempo para se mover no trato digestivo. Isso faz com que eles fiquem mais ressecados e rígidos, dificultando o processo de expulsão (evacuação). 

Causas 

Existem muitas causas para a constipação intestinal. As mais comuns incluem:  

  • Comer alimentos com poucas fibras;
  • Beber pouca água durante o dia; 
  • Não praticar exercícios físicos;
  • Mudanças na rotina como, por exemplo, viajar, alterar a dieta bruscamente, ir para a cama em horários diferentes etc;
  • Comer grandes quantidades de alimentos que prendem o intestino (banana, jabuticaba, mandioca, queijo branco etc);
  • Estresse;
  • Ter o hábito de resistir ao impulso de evacuar.
  • Medicamentos para a dor como codeína, oxicodona e hidromorfona;
  • Anti-inflamatórios não esteroides como ibuprofeno e naproxeno;
  • Alguns antidepressivos (principalmente sertralina, fluoxetina e amitriptilina);
  • Antiácidos contendo cálcio ou alumínio; 
  • Anti-histamínicos;
  • Certos medicamentos para pressão arterial, incluindo bloqueadores dos canais de cálcio (como verapamil, diltiazem e nifedipina) e beta-bloqueadores (atenolol);
  • Medicamentos psiquiátricos como a clozapina e a olanzapina;
  • Anticonvulsivantes (principalmente fenitoína e gabapentina);
  • Antinauseantes (especialmente ondansetron).
  • Problemas endócrinos, como hipotireoidismo e diabetes;
  • Câncer colorretal;
  • síndrome do intestino irritável (IBS);
  • diverticulose;
  • distúrbios neurológicos como lesão da medula espinhal, esclerose múltipla, doença de Parkinson e acidente vascular cerebral;
  • síndrome do intestino preguiçoso; 
  • obstrução intestinal;
  • defeitos estruturais no trato digestivo (como fístulas, atresias, intussuscepção etc);
  • doenças de múltiplos órgãos, como amiloidose, lúpus e esclerodermia.
  • gravidez.

Sintomas de constipação 

Além dos sintomas citados anteriormente, a constipação intestinal pode, ainda: 

  • Tornar o processo de evacuação extremamente lento, doloroso e/ou desconfortável; 
  • Causar inchaço na região do abdômen;
  • Provocar cólicas abdominais.

Diagnóstico 

A razão subjacente para a constipação costuma ser encontrada por meio de: 

  • Análise do histórico médico do paciente;
  • Exame físico;
  • Detalhamento sobre medicamentos, dieta, exercícios e hábitos de vida;
  • Colonoscopia.

Por fim: como tratar e prevenir a constipação? 

Normalmente, os episódios de constipação terminam assim que a pessoa regula sua alimentação, regressa à rotina ou, ainda, aumenta a prática de exercícios físicos. Porém, são outras formas de evitar/tratar essa condição: 

  • Hidratar-se bastante (beber, no mínimo 2 litros de água por dia);
  • Limite o consumo de álcool e bebidas com cafeína, porque causam desidratação;
  • Adicionar alimentos ricos em fibras à dieta, como frutas, vegetais crus, grãos etc;
  • Reduzir o consumo de alimentos com baixo teor de fibras, como carne, leite, queijo e processados;
  • Não resistir ao ato de evacuar (quanto mais se espera, mais difícil o processo se torna);
  • Se preciso, use laxantes ou medicamentos (com  prescrição/orientação médica); 
  • Adicione probióticos e prebióticos à sua dieta;
  • em casos mais graves, lavagem intestinal. 

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Dr. Leo Cirino

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