Com que frequência devo ir a uma consulta com o ginecologista?

Uma cultura que, certamente, é passada de mulher a mulher na maioria das famílias, é a de ir ao ginecologista uma vez por ano. Porém, é claro que a internet, assim como uma série de notícias falsas e algumas circunstâncias questionam essa “regra”.

Vamos do começo: o(a) ginecologista é o(a) profissional especializado em saúde reprodutiva feminina. Isso quer dizer, então, que ele(a) é responsável por cuidar de todos os aspectos do corpo que tenham a ver com sua capacidade para engravidar, incluindo vagina, útero, ovários, trompas, mamas etc. 

A orientação básica, aqui, é a seguinte: a mulher adulta deve ir ao ginecologista regularmente, sejam elas sexualmente ativas ou não. A frequência, no entanto, varia de acordo com sua idade, quadro geral de saúde e, claro, outras circunstâncias da vida (como, por exemplo, uma gravidez). 

Porém, para saber os “detalhes miúdos” sobre esse assunto, continue conosco. Vamos, juntos, explorar cada um dos possíveis casos que levaria a uma consulta com esse tipo de especialista.

“De quanto em quanto tempo devo ir ao ginecologista”? 

As diretrizes gerais sobre a frequência de uma consulta ginecológica incluem: 

É importante que toda menina, após a primeira menstruação, procure por um(a) ginecologista. O objetivo, aqui, é entender como o sistema reprodutivo feminino funciona, receber orientações sobre higiene íntima e contracepção e, claro, tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto.

As consultas regulares com o(a) ginecologista devem ter o seu começo assim que a mulher se torna sexualmente ativa. No entanto, a recomendação é que, mesmo se a paciente ainda for virgem, seu primeiro exame ginecológico deve ser realizado aos 21 anos.  

Para a maioria das mulheres, consultar-se com o(a) ginecologista uma vez por ano é, de fato, o suficiente. Porém, a depender do caso (como a saúde da paciente, ou o desinteresse por engravidar/recorrer a métodos contraceptivos hormonais, por exemplo), é possível realizar essas consultas uma vez a cada três anos. Vale ressaltar, ainda, que quem estabelece isso é o especialista.

durante a consulta, a paciente passa por procedimentos simples. São eles: 

    • anamnese (momento em que o especialista faz perguntas básicas sobre a sua saúde, especialmente a reprodutiva); 
    • exame físico (medição de peso e altura da pessoa, aferição de pressão e avaliação/palpação das mamas a do abdômen);
    • toque vaginal (para checar o canal vaginal, o corpo e colo do útero, os ovários e as trompas);
    • exame especular (para ter uma boa visualização do interior da vagina e aspecto do corrimento vaginal, e ainda identificar a presença de alguma anormalidade, como lesões, inflamações, manchas etc);
    • papanicolau (consiste em colher uma pequena amostra do interior do colo do útero para identificar possíveis infecções e/ou doenças silenciosas).

Embora os ginecologistas sejam especializados em saúde reprodutiva, a indicação é continuar monitorando a saúde dos órgãos reprodutivos mesmo após a menopausa.

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Motivos extras para ir ao ginecologista fora do período de rotina

Existem algumas situações e circunstâncias que podem gerar “visitas extras” ao(à) ginecologista, ou seja, fora do “prazo de espera” de um ano. As principais são:

  • mudanças incomuns na menstruação – atrasos, irregularidades, alterações na cor/consistência do sangue, cólicas extremamente fortes etc;
  • hemorragia (sangramento intenso);
  • sangramento durante a relação sexual (caso a paciente não seja virgem);
  • vontade de engravidar;
  • dificuldade para engravidar;
  • gestação (especialmente o último trimestre)
  • sangramento vaginal durante a gestação;
  • dor, desconforto, ardência ou coceira na região da vulva (parte externa da vagina) e no canal vaginal;
  • surgimento de alguma alteração física no interior ou exterior da vagina, como feridas, nódulos, manchas etc;
  • alterações na cor, consistência e cheiro do corrimento vaginal;
  • menopausa – durante a menopausa, algumas mulheres apresentam irregularidades menstruais. Além disso, por ser uma fase extremamente desconfortável, um tratamento de reposição hormonal pode ser necessário, por exemplo. 

 

E, por fim… 

No que diz respeito à frequência que uma mulher deve ir ao ginecologista, uma coisa é certa: nunca tire as conclusões por contra própria, ou por meio de artigos e informações de terceiros. A melhor maneira de saber qual é a periodicidade das suas consultas é conversar com o especialista e, com isso, obter um tratamento individualizado e apropriado para o seu caso.

No mais, não se esqueça de procurar por um(a) profissional capacitado e de confiança, e nunca deixe de se cuidar!

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