Carboidratos: vilões ou mocinhos?

Conte-nos: qual é a sua relação com os carboidratos? Para a maioria das pessoas, esses macronutrientes são os verdadeiros vilões da história. Afinal, são “os maiores responsáveis pelo ganho de peso” e, por tabela, “costumam fazer mal ao nosso organismo”. Bem… pelo menos é isso que a gente mais escuta das pessoas quando o tema  é alimentação saudável. 

O grande problema de frases feitas como essas é que, apesar de fazerem sentido e, a depender das circunstâncias, estarem certas, elas se apresentam equivocadas na maioria das vezes. Ocorre que os carboidratos são extremamente importantes para o nosso corpo. 

Dentre  os três tipos principais de macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), estes últimos são os grandes responsáveis por nossa energia. Detalhe: não estamos falando apenas sobre a disposição para vivermos nosso dia-a-dia, mas sim de funções celulares importantes para o funcionamento do nosso organismo.

 

Sendo assim, a grande verdade é que esse tipo de nutriente, assim como praticamente tudo na vida, pode desempenhar dois papéis diferentes: o vilanesco, ou o heroico. A boa notícia é que tudo depende das escolhas que você faz a respeito deles. 

Para saber como tornar o carboidrato um aliado à sua saúde e bem-estar, continue conosco!

Alimentação saudável: quais são seus 12 princípios?

Do começo: o que são carboidratos? 

O corpo humano, para funcionar corretamente, conta com três tipos principais de macronutrientes. Todos eles, em suma, nos ajudam a obter energia, auxiliando nos processos químicos do organismo e, consequentemente, no crescimento e na saúde dos nossos órgãos e sistemas. 

Os carboidratos, por sua vez, podem ser divididos em três categorias: açúcar, amido e fibras. Essa classificação, como você já deve imaginar, é feita com base na estrutura química desse nutriente. O importante a se saber, aqui, é que quanto mais simples for essa estrutura, mais fácil ela é digerida (quebrada). 

Sendo assim:

  • os açúcares são moléculas simples e, por isso, funcionam como fonte de energia rápida para o nosso corpo. São o tipo mais básico de carboidrato e, por isso, representam na maioria das vezes o produto final de toda digestão deste macronutriente.
  • os amidos são formados por cadeias mais longas dos açúcares mencionados acima. Sendo assim, demoram um pouco mais para serem digeridos e, consequentemente, são fontes de energia a médio-longo prazo.
  • as fibras, por fim, são carboidratos que o nosso organismo não consegue decompor. Logo, não são usados como fonte de energia pelo nosso corpo.

Em que momento as calorias entram?

As tão temidas calorias não passam, na verdade, de uma forma de medir a energia produzida a partir da metabolização dos alimentos. Então, para se ter ideia do que estamos falando, aí vai uma referência: a cada 1g de carboidrato, sua digestão produz cerca de 4 kcal. 

Como saber, então, quais carboidratos são os “vilões”?

 

Ok, temos então um dilema por aqui. Qual das opções seria, em tese, a “pior” para o nosso caso? Uma energia a curto prazo (açúcar), longo prazo (amido) ou neutra (fibra)? Difícil responder, não é mesmo?

Isso acontece porque nós precisamos de todos eles, ou seja, cada um tem uma função específica e, não à toa, extremamente importante para o bom funcionamento do organismo. É por isso que é tão difícil chegar a uma conclusão quando o assunto envolve carboidratos.  

Sendo assim, aí vai uma boa notícia: quem faz o “vilão”, neste caso, somos nós. Tudo isso porque existem formas de se aproveitar os macronutrientes do jeito certo, ou seja, favorável ao nosso corpo, ou do jeito errado, que mais atrapalha do que ajuda. Vamos dar uma aprofundada neste assunto?

 

Alimentos processados vs. naturais 

Em meados do século XX, o mercado alimentício encontrou uma forma de capitalizar as necessidades básicas de uma família tipicamente moderna. Isso porque, com todos os seus integrantes extremamente ocupados, pouco tempo restava para a preparação das próprias refeições. 

Então, descobriu-se um nicho interessante, porém, que precisava de algumas adaptações para funcionar em 100% do tempo. Afinal, a comida é um item rapidamente perecível e, na maioria das vezes, sazonal. 

Imagine, então, uma empresa que fabrica determinado produto alimentício. Qual é a melhor forma de atender às demandas do mercado sem sofrer flutuações significativas de vendas e produção? Dedicar-se a alimentos processados! 

Essencialmente, o alimento processado é aquele que parece, e até mesmo tem o mesmo gosto de sua “versão natural”, mas tem um prazo de validade muito maior e custa menos. Para isso, ele enfrenta uma série de processos e adições químicas para chegar em sua forma final. 

 

Em que momento, então, os carboidratos se encaixam nessa história?

Em relação ao açúcar, vamos lá: existem os carboidratos complexos e os simples. Resumindo bastante a situação, considere complexo aquele alimento que é inteiro, ou seja, não processado. Afinal, ele possui aquilo que o corpo necessita. 

Os carboidratos simples, por outro lado, são FALSAS fontes de energia. Isso acontece porque, apesar de realmente fornecerem alguma carga ao nosso organismo, eles são pobres em nutrientes. Então, aí vão dois fatores importantes sobre essa informação:

  • o corpo, depois que aproveita toda a energia fornecida pelos alimentos, começa a armazená-la. Se energia = caloria, você já entende onde queremos chegar com isso, certo? Ao consumir mais calorias do que o organismo precisa, o peso aumenta. 
  • Se você só consome carboidratos simples, o perigo é duplo: além de correr um maior risco de engordar, ainda existe o fato de que o seu organismo não receberá a carga necessária de vitaminas e nutrientes para funcionar bem. 


Os alimentos industrializados, por fim, seguem um princípio básico: durante sua confecção, eles perdem todo o seu valor nutritivo, sobrando apenas as calorias. 

Sendo assim: como tirar o melhor proveito dos carboidratos?

  • Optando por alimentos de verdade, ou seja, aqueles que não vêm em pacotinhos e embalagens. Quando for fazer as compras do mês, dê preferência a sessões como hortifrúti e açougue.
  • Preparando a própria comida. Essa é a única forma de garantir que nenhum dos alimentos utilizados seja industrializado. Além disso, é interessante ter o total controle do preparo destes, desde a opção das panelas para cozimento, até o tipo de tempero usado. 
  • Praticando exercícios físicos regularmente para garantir que não haja excesso de carboidratos mal-utilizados no corpo. 
  • Contando com as orientações de um(a) nutricionista para garantir que todas as necessidades do seu organismo estejam sendo atendidas. 

 

Por fim… 

Lembre-se: nós somos aquilo que comemos. Sendo assim, procure sempre cuidar do seu corpo corretamente, atendendo aos principais pilares de sua saúde, e informe-se constantemente sobre ele e todos os fatores que o tornam ainda mais saudável.

No mais, cuide-se, e até próxima!

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