Campanha Setembro Amarelo: Prevenção do Suicídio

O que é o setembro amarelo?

A campanha setembro amarelo surgiu em 2015, trazendo o diálogo para a sociedade com o objetivo de prevenir e diminuir os altos índices de suicídio.

Precisamos falar sobre suicídio

Falar sobre suicídio ainda é um tabu que precisa ser quebrado. Pois, por mais doloroso que seja, falar sobre o assunto é um caminho para salvar vidas e evitar uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.

No mundo todo,
a cada

0
segundos

uma pessoa se mata.

A cada

0
segundos,

uma pessoa tenta tirar a própria vida.

No Brasil, o suicídio é
a 4ª causa
mais comum de morte
entre os jovens. 

Além disso, estatísticas ainda evidenciam que 17,8% dos brasileiros já pensaram na possibilidade de autoextermínio, sendo que 4,8% destes já chegaram a elaborar um plano para isso.

Mas, sem preconceitos! O suicídio é um acontecimento complexo. E a pessoa não tem como objetivo a morte, mas sim o fim do sofrimento pelo qual está passando. Então, sem julgamentos!

Fatores de Risco

Como reconhecer as pessoas em risco de suicídio?

Por se tratar de um assunto complexo, um dos grandes desafios é reconhecer as pessoas em risco ou vulneráveis ao ato do suicídio. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), os principais fatores de risco são as doenças mentais e a tentativa anterior de suicídio.

Conheça os fatores de risco:

Doenças Mentais

  • Depressão
  • Transtorno bipolar
  • Abuso de álcool e drogas
  • Transtorno de personalidade
  • Esquizofrenia
aspectos psicológicos

Aspectos Psicológicos

  • Perdas Recentes
  • Baixa resiliência
  • Personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável
  • Histórico de abuso físico ou sexual na infância
  • Desesperança, desespero e desamparo
aspectos sociais

Aspectos Sociais

  • Gênero masculino – As mortes por suicídio são 3 vezes maiores entre os homens. Enquanto isso, as tentativas são 3 vezes mais frequentes entre as mulheres. Provavelmente, isso se explica pela cultura de que os homens são mais fortes e consequentemente não precisam pedir ajuda. Já as mulheres suicidam menos porque têm mais facilidade de buscar apoio na sua rede de contatos.
  • Idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos – Entre os jovens e adolescentes, as motivações são complexas e incluem humor depressivo, abuso de vários tipos de drogas, além de problemas emocionais, familiares e sociais. O suicídio também é elevado entre os idosos, principalmente devido à solidão, perda de cônjuge, existência de enfermidades degenerativas e dolorosas, além da sensação de estar dando muito trabalho à família.
  • Sem filhos
  • Moradores de áreas urbanas
  • Desempregados ou aposentados
  • Isolamento social
  • Solteiros, divorciados ou viúvos
  • Populações especiais: indígenas, adolescentes e moradores de rua

Quais são os sinais de alerta?

Um dos falsos mitos sobre o suicídio é de que quem quer suicidar, não avisa.  Por isso, acima de tudo, saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em outra pessoa pode ser um importante passo na prevenção do suicídio. Confira alguns sinais de alerta:

Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança

  • Falar sobre morte e suicídio mais do que o comum
  • Confessar se sentir sem esperanças, culpada, com falta de autoestima
  • Ter visão negativa de sua vida e futuro
  • Algumas pessoas começam a formular um testamento ou fazer seguro de vida

Comentários suicidas

  • “Vou desaparecer”.
  • “Vou deixar vocês em paz”.
  • “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar”.
  • “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar”.

Se isolam ainda mais

  • Não atendem o telefone
  • Interagem menos nas redes sociais
  • Ficam em casa ou fechadas em seus quartos
  • Reduzem ou cancelam todas as atividades sociais, inclusive as que costumavam e gostavam de fazer.

Outros fatores

  • Crises políticas e econômicas
  • Discriminação por orientação sexual e identidade de gênero
  • Agressões psicológicas e/ou físicas
  • Sofrimento no trabalho

Fatores de Proteção

Além dos fatores de risco, também existem fatores de proteção contra o suicídio que podem diminuir a probabilidade do ato.

proteção
  • Buscar um sentido na vida
  • Autoestima elevada
  • Bom suporte familiar
  • Laços sociais bem estabelecidos com família e amigos
  • Religiosidade
  • Ausência de doença mental
  • Estar empregado
  • Ter crianças em casa
  • Gravidez desejada e planejada
  • Capacidade de adaptação positiva
  • Capacidade de resolver problemas
  • Acesso a serviços e cuidados de saúde mental

Prevenção do Suicídio

A grande maioria das mortes por suicídios podem ser evitadas. Portanto, buscar ajuda profissional através de um psicólogo ou psiquiatra é essencial para salvar vidas.

Como ajudar?

campanha setembro amarelo

Nem sempre é fácil saber como ajudar uma pessoa sob risco de suicídio.  Portanto, saiba o que se deve e o que não deve fazer diante de uma pessoa sob risco de suicídio.

sim

O que fazer

  • Escute. Saiba ouvir e procure o momento e local ideal para conversar.
  • Ofereça apoio. Você não precisa solucionar problemas. Portanto, apenas demonstre a sua preocupação e dê a certeza de que ela não está sozinha.
  • Incentive a buscar uma ajuda profissional. Se ofereça para acompanhá-la em uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra.
  • Em casos de crise, não a deixe sozinha. Se você considerar que a pessoa tem um perigo imediato de suicídio, procure a ajuda de profissionais de serviços de emergência, um profissional de saúde ou entre em contato com algum familiar dessa pessoa.
  • Mantenha a pessoa afastada de objetos ou possíveis meios para o suicídio (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos).
  • Fique por perto e mantenha sempre contato.
o que não fazer

O que não fazer

  • Julgar: Procure não julgar a pessoa pois falar que é covardia, loucura, fraqueza ou falta de Deus, não ajuda em nada.
  • Banalizar: Você não sabe o que a pessoa está sentindo. Então, não banalize os seus sentimentos e não diga frases como “já passei por coisas bem piores e não me matei”. Também não dê sermões falando que “existem tantas pessoas com problemas maiores e mais sérios que o seu, siga em frente”.
  • Frases de incentivo: Por mais que a intenção seja boa, falar frases clichês de incentivo como “levanta a cabeça” e “pense positivo” também não ajuda. Na verdade, isso pode fazer a pessoa se sentir ainda pior por não conseguir se sentir melhor.

Onde buscar ajuda?

Urgência e Emergência

Em caso de emergência, o que o beneficiário Promed deve fazer?
Caso a pessoa consiga chegar até o local, procure o hospital mais próximo que atenda o seu plano de saúde ou ligue para o nosso SAC 24 horas (Serviço de Atendimento ao Consumidor) no 0800 600 77 30 para indicações de locais de atendimento.

Já em caso de urgência, ligue para o SAMU no telefone 192 para um atendimento mais rápido. A ligação é gratuita para telefones fixo e móvel.

Agende uma consulta

Agende uma consulta com um psiquiatra. Ele é o especialista que fará o diagnóstico de saúde e que irá conduzir para terapia complementar, caso seja necessário.

Centro de Atenção à Saúde Promed

Em caso de dúvidas, procure o Centro de Atenção a Saúde Promed para maiores orientações: 3025-4804 / 3025-4808 / 3025-4929 ou através do e-mail: atencaoasaude@promedmg.com.br

Atendimento do CVV:

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma das entidades mobilizadoras da campanha setembro amarelo no Brasil. O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio. Para isso, O CVV oferece atendimento para todas as pessoas que querem precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

Telefone: 188 (ligação gratuita com atendimento 24h)
Site: www.cvv.org.br por chat e e-mail
Pessoalmente: O CVV conta com 93 postos de atendimento. Acesse o site www.cvv.org.br ou ligue para 188 para verificar o local mais próximo.

Campanha setembro amarelo: Valorize a sua vida e seja solidário valorizando a vida do outro também!

Texto: Centro de Atenção á Saúde Promed
Fontes: Ministério da Saúde  | Associação Brasileira de Saúde Mental | Associação Brasileira de Psicopedagogia | Conselho Federal de Medicina | Centro de Valorização da Vida